CAMISA POLO: ELEGANTE OU ULTRAPASSADO?

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Parece que foi ontem, mas o auge das camisas polo no Brasil (comercialmente falando, é claro) foi somente há 5 anos. Lembra quando, antes, sinônimo de balada era camisa polo? E os hipsters (que naquela época ainda eram conhecidos pela alcunha de indies, mesmo não sendo a mesma coisa) usavam pólos de tecido Piquet, lisas e normalmente escuras. Quem era mais das ruas, no estilo street,mandava bala com os listrados e tudo era a moda daquela época que ainda brincava com um estilo meio rugby, com suas listras grossas, com números e brasões bordados nelas.

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Aí você pergunta: Porque repentinamente as camisas polos se tornaram sinônimo de camisa chata e peça de coxinha, careta e filhinho de mamãe? Claro que a resposta é mais orgânica e a tendência superou uma peça que normalmente foi feita para ultrapassar estas barreiras. Colocando aqui os inovadores, os descolados e o grande público, de cara podemos afirmar que estes, que buscam coisas novas a cada minuto que Deus dá, são os responsáveis por novos significados a moda mundial. Nada de pejorativo para nenhum destes grupos, que acabam por eliminar o que não tem mais sentido em seu cotidiano. Erroneamente, muitos sem conhecimento se perdem ou perdem peças que são clássicos eternos da moda. Quanto mais distante a peça esta do seu original, menor será a identificação do usuário com a peça. É algo obvio e acontece centenas de milhares de vezes na moda. No caso das camisas polo, esta identificação se deu pelo não acompanhamento da peça, tão limitada a não se inovar ou pouco atualizada, e tornar-se enfadonho aqueles que vivem de novidades.

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A origem da pólo é creditada erroneamente a René Lacoste (o tenista que deu origem a marca do jacarezinho), porém, na verdade, o que René fez foi aperfeiçoar esta peça para como a conhecemos hoje. A camisa começou sua história durante os jogos de polo, que são de origem asiática. Aliás, a palavra polo é derivada de “pulu”, palavra tibetana que dá nome a uma espécie de bola de madeira que era utilizada nestes jogos. A popularização no ocidente ocorreu durante o domínio britânico na Índia. Os soldados, principalmente em Manipur, se afeiçoaram muito ao jogo, levando-o até a Inglaterra e, de lá, para todo o resto do mundo. Lacoste fez alterações significativas da peça original e era basicamente feita de algodão. Criado o modelo de mangas curtas que agilizavam no movimento, a peça se tornou febre. Mas como todo clássico, a peça por si só conota uma historia de genialidade em um guarda-roupa mais casual e sensível com uma tendência ao requinte.

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A polo por fim nada terá de coxinha, muito menos ultrapassada, ela sempre será uma ótima pedida no vestuário. Ela é uma peça de coerência climática que se torna um dos principais fatores que levam a sua elegância. No Brasil ela é uma pedida a mais, uma vez que, a gola da pólo é baseada na gola da camisa clássica, dando uma sensação térmica confortável para quem a veste, como se estivesse de camisa. A polo definitivamente é um caso raríssimo de união de peças bem sucedidas e evolução do vestuário masculino. Sim, ela é um pedido eterno ao seu guarda-roupa!

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